O Povo pelo Povo. Este é o mote da campanha que oito entidades empresariais lançaram junto com o Manifesto Empreendedor 2026

A FEDERASUL e o Bloco Empresarial, formado por sete entidades – AGV, AGAS, SETCERGS, FEDERAÇÃO VAREJISTA, CDL, SINDILOJAS RS e SINDIENERGIA-RS – aproveitam o clima eleitoral deste ano e lançaram o Manifesto Empreendedor 2026 ressignificando as ações do voluntariado que salvaram muitas vidas em maio de 24 e que inspirou a campanha O Povo pelo Povo, Todos juntos vencendo desafios do RS.
Com 96 páginas, o Manifesto traz diagnósticos e cenários com estratégias para o Rio Grande do Sul, diante de ameaças e oportunidades do contexto mundial e brasileiro. Insere um mapa de ações para construção de um ambiente favorável para trabalhar e produzir, enfrentando entraves históricos em busca de sustentabilidade e qualidade de vida para todos, numa visão de interdependência da sociedade.
O Manifesto Empreendedor 2026 ressignifica o cenário a partir do ressurgimento do movimento espontâneo O Povo pelo Povo, Todos juntos vencendo desafios do RS, relembrando a imagem viva de milhares de voluntários engajados no resgate dos salvamentos, com suporte da organização da Sociedade Civil numa integração com servidores públicos. “Pessoas que atenderam a um chamado íntimo de cidadania, reconhecendo que problemas de tal magnitude são desafios de todos, não apenas de governos”, explica o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa.
O estado de espírito de superação, que contou com empresas e trabalhadores colocando sua estrutura produtiva, voluntariamente, à serviço do Estado, precisa ser resgatado nos enorme desafios de reerguimento do RS. O exercício da cidadania, com braços estendidos para ajudar governos, sem perder a capacidade de indignação, como uma voz forte exigindo bom senso e agilidade em temas urgentes. É urgente a necessidade de encontrar consensos rápidos porque não temos mais tempo para perder.
Um movimento orgânico que está ressurgindo com entidades da sociedade civil organizada que estiveram engajadas nas mobilizações de maio, justamente na gestão de esforços voluntários, direcionando recursos e esforços a partir de diagnósticos. Lançado num ano eleitoral o Manifesto, atualizado pós-tragédia climática, visa qualificar o debate de entraves e oportunidades, com as consequências de avançar ou permanecer na inércia em cada pauta, definindo prioridades em questões hemorrágicas.
O Manifesto
Com 96 páginas e 10 divisões totalmente explicadas, o documento aponta as saídas para os problemas regionais, apurados em encontros com cada região quando a FEDERASUL realizou os fóruns para buscar as demandas e ajudar na busca de soluções.

Partindo da pergunta: ‘Qual Estado queremos celebrar em setembro de 2035, nos 200 anos da Revolução Farroupilha?” e com preocupações e observações colhidas nas diferentes regiões, o Manifesto formou um diagnóstico e cenários para o Rio Grande do Sul apontando, além dos problemas, as possíveis soluções. “As estratégias de atuação da sociedade civil organizada, embasadas em valores e princípios, abordando políticas públicas nacionais e prioritárias ao reerguimento do Estado, estabeleceram ações para o resgate de setores em crise e um norte para a mobilização da opinião pública em prol de um ambiente sustentável, fértil em geração de riquezas, oportunidades, arrecadação e qualidade de vida para todos, imprescindível à revitalização de nossa terra”, diz o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa.
O Manifesto Empreendedor 2026 é uma atualização necessária do primeiro Manifesto de 12 de julho de 2023, diante da realidade socioeconômica e ambiental pós-tragédia climática. Além de um breve histórico do momento gaúcho e do Brasil apresenta um mapa de ações com 12 eixos, organizando as prioridades com foco na construção de um ambiente amistoso para empreender e progredir.
Bloco empresarial
O presidente da FEDERASUL abriu a reunião de lançamento dizendo que com o lançamento do Manifesto Empreendedor 2026 e da campanha O Povo pelo Povo, todos juntos vencendo desafios do RS queremos promover um debate que reconheça a interdependência entre todos e evitar que o ano eleitoral seja de debates e busca de soluções para o Rio Grande. “O RS precisa se reerguer. Nosso futuro não é promissor. O estado está sofrendo com a inversão da curva demográfica agravada pela tragédia climática de 2024 em que pessoas e empresas estão indo embora. O RS vem perdendo posições nos últimos 40 anos em relação aos demais estados. Não podemos deixar que mais um embate ideológico nos traga mais retrocesso social e econômico”.
SETCERGS

Para o vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS), Marcelo Dinon, o manifesto representa uma necessidade emergencial para que o Estado não perca o “timing” das transformações em curso. Ele ressaltou a urgência de reformas estruturais, que exigem ações decisivas e coordenadas, e afirmou acreditar que o documento terá papel fundamental ao longo do ano eleitoral. Dinon acrescentou ainda que o setor de transportes vem buscando debater questões estratégicas em conjunto com as demais entidades representativas.
SINDIENERGIA-RS

A presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do Rio Grande do Sul (SINDIENERGIA-RS), Daniela Cardeal, chamou atenção para o fato de o Estado ser importador de energia, uma vez que não produz o volume necessário para atender à própria demanda. Segundo ela, a transição energética é o caminho para a consolidação de uma economia de baixo carbono, o que exige uma visão mais ampla e sistêmica da sustentabilidade ambiental e social. Na avaliação da dirigente, o manifesto contribuirá de forma relevante para o aprofundamento desse debate.
Federação AGV

O presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (Federação AGV), Vilson Noer, afirmou ser uma honra para a entidade integrar o movimento que se propõe a enfrentar desafios e buscar soluções para os entraves ao crescimento da economia gaúcha. Ele destacou que os varejistas estão apreensivos diante de diversos fatores que ameaçam a atividade, como a legislação vigente, os prejuízos no transporte de mercadorias e a insegurança jurídica.
AGAS

O presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), Lindonor Peruzzo Junior, manifestou preocupação com os impactos dos problemas de infraestrutura do Estado sobre os custos dos produtos, o que acaba elevando os preços ao consumidor final. Segundo ele, além de comprometer o consumo, essas deficiências afetam diretamente as empresas, que enfrentam queda nas vendas. O dirigente também apontou a educação das próximas gerações — que já crescem em um ambiente marcado pela Inteligência Artificial — como uma preocupação estratégica do setor.
CDL POA

O presidente da CDL Porto Alegre (CDL POA), Carlos Klein, destacou a importância de haver consciência coletiva sobre a interdependência entre os setores que compõem a cadeia produtiva. Para ele, o governo almejado pela sociedade é aquele capaz de garantir saúde, emprego e renda à população. Klein acredita que a adoção dessas medidas resultará na redução dos problemas sociais.



