Para encerrar o primeiro dia do Fórum, a palestra “Inspiração – Conexões que transformam” apresentou depoimentos:

Frederico Westphalen
A empresária Sônia Bastian, também conselheira do Conselho Municipal de Educação (CME) de Frederico Westphalen, relatou que antes de empreender, foi professora. E que talvez essa tenha sido a sua primeira grande escola de vida. Mas destacou que sempre se perguntava se existia outro caminho onde também pudesse construir. E contou que foi na vida real que a decisão de empreender começou a aparecer. E que junto com essa escolha, precisou administrar a vida pessoal ao mesmo tempo. e o desafio diário de equilibrar família, sonhos e empreendedorismo.
Contou que foi justamente nesse momento que nasceu sua empresa, a Tchêturbo, “Empreender me ensinou a construir empresas O associativismo me ensinou a construir comunidades. Nenhum reconhecimento é individual. Toda conquista é resultado das pessoas que caminham conosco” relatou, ao acrescentar que com o tempo entendeu que construir uma empresa é parte do caminho. O propósito maior está em construir pessoas, conexões e oportunidades.
E finalizou dizendo que “conexões transformam pessoas. Pessoas transformam comunidades. E comunidades transformam o futuro”.


Gravataí
Graziella Isoppo presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Gravataí – ACIGRA, contou que cresceu atrás de um balcão, que considera sua primeira faculdade. A virada do ciclo se deu quando decidiu empreender como casal e saiu do balcão da farmácia para a Mega Palco. Em 2020, entretanto houve uma ruptura e surgiu a MOPO Construções Modulares. “Nós, entretanto, não precisamos ser de aço sob a ótica da cobrança. O verdadeiro aço humano é a resiliência de manter o propósito. A liderança não é rigidez, mas a capacidade de se adaptar às pressões sem quebrar” afirmou.
Ao finalizar disse que sua obra mais perfeita é sua família. E desafiou os presentes: “tenham a coragem audaciosa de construir o caminho através do associativismo e do server, mas não deixem de honrar suas raízes”.

Carlos Klein, Presidente da CDL POA

As oportunidades do associativismo

          A história de Klein iniciou em Montenegro e logo em seguida se mudou, com a família, para Encruzilhada de Maratá. Cresceu em meio a um armazém que tinha tudo. Com o plano real, as coisas mudaram e de endereço também. Em Porto Alegre, os negócios iniciaram e com o talento para o comércio e com a concorrência chinesa, mudou para uma loja no Shopping Total. Um ano depois, nova loja no mesmo Shopping e de carro novo. “Peguei incêndio no Shopping e os planos mudaram também e no meio disso, a notícia que iria ser pai”.

          Mudança de roteiro, fizemos feiras para vender as roupas e até 2009 precisamos mudar nosso jeito de produzir. Fomos a China, em 2010, e vimos as dificuldades de ter uma indústria no Brasil.

          Passei a ser representante comercial da fábrica onde trabalhava e entrei na conexão com outros colegas, através da participação de entidades de classe e vi que estavam todos passando pelo menos problema. Consegui distribuir a tensão. Em 2016 as notícias da NRF desestimularam os negócios e as vendas via internet tomaram conta do momento.

          Acreditamos que a loja física vai continuar mas num modelo novo, com tecnologia embarcada, com IA para oferecer atendimento personalizado em larga escala.

          Estou no associativismo onde mais recebo do que entrego. Me faz bem, gero conexões importantes e posso responder duas perguntas de maneira diferente: não somos nós que pagamos muitos impostos no Brasil quem paga é o consumidor: o eleitor. Quem paga os impostos e os encargos trabalhistas é o consumidor e o trabalhador. O dia que conseguirmos conscientizar o eleitor/trabalhador disso, teremos então uma mudança de paradigma…