Os coordenadores da campanha de Zucco falaram na FEDERASUL sobre as estratégias adotadas e os bastidores do processo eleitoral que mobilizou 60 profissionais
As estratégias da vitória de Luciano Zucco, eleito no primeiro turno das eleições para governar o Rio Grande do Sul (58,05% dos votos válidos) nos próximos quatro anos foi o tema do Tá na Mesa da FEDERASUL desta quarta-feira,14, que debateu “Análises e Perspectivas das Eleições 2026”. A FEDERASUL reuniu o coordenador de Comunicação e Marketing da campanha e sócio fundador da Critério – Resultado em Opinião Pública, Cleber Benvegnú, e a diretora do IPO-Instituto Pesquisas de Opinião, Elis Radmann, para apresentarem o trabalho realizado.
Em sua palestra, Elis Radmann descreveu que a vitória de Zucco nasceu da convergência entre o desejo de mudança, a identidade conservadora, a expectativa de prosperidade e o voto útil na reta final. Ela explicou que as pesquisas realizadas mostraram que o eleitor já havia decidido pela mudança, pois dois terços dos entrevistados não queriam a continuidade do governo Eduardo Leite porque percebiam a falta de prosperidade, já que não via o RS avançando no ritmo esperado e queria desenvolvimento econômico.

Ela relatou que a campanha começou sob baixa esperança. “Desconfiança, escândalos e cansaço político aumentaram o desejo de encerrar a eleição no primeiro turno”, afirmou, ao explicar que Zucco começou com base consolidada, mas precisava ampliar. “Ele tinha cerca de 20% de intenção de voto, mas precisava crescer entre mulheres, independentes e áreas mais vulneráveis”, destacou.
Conforme a especialista, o desafio era transformar oposição em capacidade de governo. Para isso a campanha precisou apresentar Zucco não apenas como líder de oposição, mas como alguém capaz de governar e entregar resultados. As bases de direita e bolsonaristas foram se mobilizando, ampliando o potencial de crescimento da candidatura. E, na reta final da campanha foi necessário ativar voto útil, considerando que parte dos eleitores de Gabriel Souza ainda admitia mudar o voto, e a possibilidade de vitória no primeiro turno acelerou essa migração.
Tripé

Para Cleber Benvegnú, uma campanha bem-sucedida precisa estar sustentada pelo tripé política, gestão e comunicação. Segundo o jornalista, as eleições de 2026 no Rio Grande do Sul colocaram em debate os rumos políticos e econômicos do Estado, com destaque para a reconstrução após as enchentes, o equilíbrio das contas públicas, a infraestrutura e a competitividade econômica. A disputa também envolveu a avaliação da atual gestão, a articulação entre forças políticas e as propostas dos candidatos para responder aos desafios sociais e econômicos gaúchos. Cleber defendeu a importância de compreender o sentimento do eleitor, suas expectativas em relação à gestão pública e a disposição para mudanças. As pesquisas, na sua visão, ajudaram a identificar a percepção de que o Estado precisava recuperar a prosperidade e apresentar resultados concretos.
União

O presidente da FEDERASUL Rodrigo Sousa Costa, em sua manifestação, destacou o elevado nível da campanha no RS e elogiou o governador eleito por já na sua primeira fala após o primeiro turno ter declarado sua preocupação em buscar soluções para os problemas do estado, como a reconexão ferroviária entre os estados do sul. Rodrigo elogiou a inciativa de Zucco que está se aproximando dos governadores eleitos no Paraná e Santa Catarina, como o objetivo de construir uma agenda única em defesa do crescimento econômico da região e de uma interlocução com o governo federal na busca de apoio aos problemas comuns.


