O jornalismo profissional atuando na reconstrução do Estado

Três jornalistas de rádio falaram, no Tá na Mesa, sobre como superar as dificuldades, como a litigância dos gaúchos, através da atuação com cobrança de soluções

         Para debater o papel do jornalismo profissional no reerguimento do estado, a FEDERASUL convidou para o Tá na Mesa desta quarta (05), três jornalistas com atuação no segmento de rádios no Rio Grande do Sul. São eles: o gerente de jornalismo da Rádio Bandeirantes e BandNews Guilherme Macalossi, a gerente-executiva de Programação e Jornalismo da Rádio Gaúcha Andressa Xavier  e o gerente de Jornalismo e Esporte da Rádio Guaíba Rafael Cechin.

         Ao abrir o debate, o presidente da FEDERASUL Rodrigo Sousa Costa disse que os três jornalistas presentes no evento representam os profissionais que atuam em rádios de todo estado. Destacou que assim como o trabalho do associativismo, o do jornalismo profissional também é importante para contribuir com a superação de dificuldades como a litigância dos gaúchos. Acrescentou que os jornalistas gaúchos têm credibilidade para realizar um elevado nível de debate no campo das ideias. O dirigente agradeceu ainda a colaboração de todos na busca de soluções para os problemas do estado. “Tenho certeza que sem o apoio do jornalismo profissional não teríamos superado muitas barreiras”.

Veja a seguir algumas declarações dos palestrantes no evento:

     Guilherme Macalossi lembrou que estamos em ano eleitoral e que temos um grande desafio que é reestabelecer a ideia de que a sociedade precisa buscar o consenso, através de diálogo e de pontos de concordância. Acredito que a filosofia do caos predominante na política atualmente acaba polarizando a radicalização. Destacou que na busca por likes (curtidas) nas redes sociais, muitos influenciadores divulgam conteúdo sem checar a veracidade dos fatos, confundindo a sociedade. “A gritaria das redes sociais não representa o pensamento da maioria. A imprensa profissional precisa resgatar seu papel para auxiliar a recuperar a saúde da democracia e do debate político. Os veículos de comunicação são o espaço para a reorganização dos debates”, complementou.

         Andressa Xavier acredita que a sociedade precisa sair do improviso de confiar cegamente nas redes sociais. Que é necessário ter cuidado com os conteúdos das redes já que não se sabe onde os influenciadores buscam informações para passar à população.  Destacou que as rádios são produzidas por jornalistas profissionais, que são confiáveis, além de ser o meio de comunicação que chega mais próximo das pessoas. Disse que a imprensa precisa assumir seu papel no reerguimento do estado e que ao realizar cada entrevista é necessário buscar a informação mais correta e profunda para repassar aos ouvintes. “Jornalismo profissional demanda tempo, apuração dos fatos e exige responsabilidade sobre os conteúdos que serão entregues à população. Além disso, nosso público é exigente”, argumentou ao acrescentar que “queremos que o RS seja um estado bom para se viver, e que nestas eleições, vamos buscar respostas dos candidatos para saber o que vão fazer para o RS andar pra frente”, finalizou.

         Rafael Cechin disse que a perda do estúdio cristal que ficou destruído pelas cheias de 2024 e era uma vitrine onde as pessoas acompanhavam os programas da rádio ao vivo trouxe um grande desafio e provocou uma importante reflexão: como reconstruir o estado e de que forma podemos auxiliar na retomada do desenvolvimento. “Temos que olhar para a frente, pensar em como podemos evoluir”. Defendeu uma retroalimentação entre opinião pública e jornalismo profissional a fim de criar uma ampla consciência coletiva que possa atuar na busca de melhorias para todos. Destacou a importância do jornalismo profissional lembrando que nas redes sociais as pessoas encontram informações rasas. “Temos que lutar contra isso e o RS tem uma sociedade e uma imprensa ativas capazes de lutarem para defender seu estado”, argumentou.