Romeu Zema, pré-candidato à presidência da República falou no Tá na Mesa Eleições

O pré-candidato à Presidência da República pelo partido Novo, Romeu Zema, abriu nesta sexta (10), a série de eventos Tá na Mesa Eleições da FEDERASUL que pretende ouvir todos os candidatos.
Romeu Zema foi convidado a abordar o tema “Brasil, uma potência na segurança alimentar, energética e mineral -, um povo que quer fazer frutificar e usufruir de suas riquezas”. Na avaliação do candidato, o Brasil precisa de um choque de moralidade e ética para acabar com a farra dos intocáveis de Brasília como os ministros do STF que transformaram o Supremo num balcão de negócios. Um choque fiscal, através de reformas administrativa e previdenciária e redução dos gastos de governo federal que vai gerar economias ao país e a consequente redução dos juros, permitindo que os setores produtivos aumentem sua produtividade. “O governo é rico e o povo está cada vez mais miserável”, afirmou. E ainda, um choque de segurança pública, mandando para a cadeia todos os criminosos e incentivando o trabalho.

O político, que renunciou ao cargo de governador de Minas Gerais em março passado para se dedicar à pré-campanha, disse que a gestão pública oferece um manancial de oportunidades e citou como exemplo sua administração em que extinguiu 50 mil cargos públicos e renovou contratos com descontos de 90%, o que fez com que sobrasse dinheiro para investir em áreas como educação e saúde. “Os brasileiros precisam saber que existe um jeito diferente de fazer política, com confiança e transparência, sem corrupção e sem escândalos, em que é possível abrir mão de privilégios e mordomias. Hoje o país tem excesso de caixas pretas”, argumentou.
Promiscuidade
Em sua palestra, o pré-candidato criticou os governos de esquerda que criminalizam quem produz e trabalha. “Eles esquecem que quem carrega o país é quem empreende e a grande maioria são pequenos empresários que geram empregos. Além disso criaram para a sociedade a ideia de que empreender é ruim, e assim eternizam a dependência pelos programas sociais como o bolsa família”, argumentou. Zema definiu como “promiscuidade” a maneira como o governo Lula protege os ministros do STF. “É um tapa na cara de quem trabalha, produz e paga impostos”, afirmou.

Ao abordar o tema “Brasil, uma potência na segurança alimentar, energética e mineral, Romeu Zema defendeu a valorização do agronegócio lembrando a importância da atividade para a economia brasileira. Com relação aos minerais existente no país, entende que o Brasil precisa vender seus produtos com valor agregado. E, por último defendeu o aumento da produção de etanol.
Quanto ao Rio Grande do Sul, reconheceu a necessidade de investimentos em infraestrutura, em especial em ferrovias para fortalecer a ligação do país com o Mercosul.
RS desconectado

O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, reforçou em sua manifestação, a importância de os candidatos à presidência da república terem um projeto integrado para o país que valorize quem produz, lembrando que o Rio Grande do Sul está desconectado do país por não ter ligações férreas que unam aos outros estados e aos países do Mercosul.
Destacou que os conflitos mundiais e a falta de confiança nas instituições brasileiras trazem retrocesso e impedem o estado de se reerguer especialmente após as tragédias climáticas. “Não podemos perder mais tempo. Precisamos ter uma visão de futuro e permitir que o povo que vive em condições miseráveis tenha acesso às riquezas do país”, finalizou o presidente.