Aumento de imposto está fora de cogitação

Três pré-candidatos ao governo do Estado presentes no Tá na Mesa falaram sobre educação, saúde, segurança  e infraestrutura

         Os pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições desse ano Juliana Brizola (PDT), Gabriel Souza (MDB e Marcelo Maranata (PSDB), participaram do primeiro debate realizado pela FEDERASUL no Tá na Mesa  Eleições desta quarta-feira (10). O pré-candidato Luciano Zucco (PL) alegou outros compromissos em Brasília e não compareceu ao evento.

         Ao fazer a abertura do debate, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, destacou a importância de conhecer os projetos de desenvolvimento econômico e social para o estado elaborados pelos dos pré-candidatos, lembrando que o debate ocorreu no dia em que, há dois anos, o prédio da FEDERASUL pode voltar a ser ocupado após ser fortemente impactado pelas cheias que atingiram o estado, podendo assim dar continuidade a elaboração do Manifesto do Empreendedor que aponta os desafios e oportunidades para o Rio Grande. “O futuro governador precisa enfrentar a hostilidade do gaúcho com quem investe e preparar o estado para as futuras gerações”, argumentou.

         A jornalista Mauren Xavier mediou o debate que foi dividido em cinco blocos: apresentações iniciais, o debate entre os candidatos com sorteio do tema entre questões sobre educação, saúde, infraestrutura e segurança pública e escolha do candidato para resposta, debate com tema livre entre os candidatos, perguntas elaboradas pela FEDERASUL e o encerramento, com as considerações finais.

Veja, a seguir as principais considerações dos pré-candidatos:

         Gabriel Souza: se declarou preparado para governar o estado por ter experiência em gestão pública. Defendeu uma agenda de evolução com a diminuição do tamanho do estado e prometeu não aumentar impostos. Disse ainda que vai extinguir a EGR. Prometeu 100% de transparência e legalidade em sua gestão, além de responsabilidade com os recursos públicos. Na área da segurança pública destacou que os números mostram a redução da criminalidade no estado e que pretende avançar ainda mais no combate ao feminicídio com a adoção de medidas de maior proteção à mulher.  Na educação defendeu o ensino médio profissionalizante. Sobre El Niño, assegurou que o governo está executando grandes obras de proteção às enchentes e repassando recursos aos municípios para que possam reconstruir sistemas de proteção.  “O estado não pode retroceder”, argumentou.

         Marcelo Maranata: destacou que foi o prefeito mais bem avaliado, tendo obtido 92% de aprovação de sua gestão na prefeitura de Guaíba. Na saúde, lamentou as imensas filas existentes e disse que essa situação precisa ser enfrentada com coragem. Defendeu a destinação de 5% do ICMS arrecadado pelas empresas para a saúde e o fortalecimento dos hospitais regionais. Na educação disse que vai investir no ensino médio profissionalizante em sintonia com as demandas do mercado. Lembrou das dificuldades que quem quer investir no estado e do impasse da CMPC. “Precisamos enfrentar esse desafio com segurança jurídica ao empreendedor e eliminando as barreiras. Não podemos esquecer que o empreendimento prevê investimento de R$ 27 bilhões que vão gerar 12 mil empregos no estado”. Ao finalizar, disse que está preparado para enfrentar desafios e governar o estado. “Meu padrinho político é o povo”.

         Juliana Brizola: se declarou disposta a deixar as diferenças de lado para dialogar com todos e a ouvir a população. Defendeu um amplo plano de desenvolvimento integral para o estado. Lembrou que sua chapa reúne oito partidos e que é preciso acabar com o preconceito ideológico que está impedindo o estado de avançar. Disse que o Rio Grande precisa de liderança política para ir a Brasília e exigir seus diretos. “Não tenho medo de bandeira ideológica, vou enfrentar as questões da dívida com a União e buscar soluções para manter o equilíbrio das contas públicas e garantir investimentos”. Disse que o estado precisa ser o indutor do desenvolvimento econômico e social e que em sua gestão vai criar um ambiente favorável ao empreendedor com mais diálogo e menos burocracia.  Lembrou que é dever do estado proteger as mulheres e prometeu combater fortemente o feminicídio. Apontou a saúde como outra prioridade em sua gestão.