A salvaguarda da democracia é a sociedade civil organizada e o jornalismo profissional

Tema do Tá na Mesa desta quarta, debateu a linha editorial dos veículos como as televisões diante do desafio de um Brasil ideologicamente dividido

          O Tá na Mesa da FEDERASUL desta quarta-feira (28) debateu os Desafios da Democracia Brasileira: o papel da sociedade civil organizada e do jornalismo profissional. O presidente da entidade, Rodrigo Sousa Costa, disse que três dias após o segundo turno das eleições presidenciais aflora entre os empresários um sentimento de medo do que vem pela frente e de rompimento da democracia. Destaca, porém que tanto a sociedade civil organizada como o jornalismo profissional têm a responsabilidade de cumprir seu papel e serem protagonistas do futuro em defesa da democracia brasileira. “Temos que ter a grandeza moral de enxergar a realidade como ela é. Nosso desafio é de não personalizar o futuro e de resgatar as instituições de estado. Queremos leis que governem os homens e não homens que governem as leis”, argumentou.

Guerra de acusações

          Para o gerente de Jornalismo da Bandeirantes e BandNews, Guilherme Macalossi, o jornalismo profissional tem um grande desafio pela frente na apresentação ao povo brasileiro dos problemas do país e na cobrança de resultados das ações governamentais. Lamentou a baixa qualidade dos debates e da campanha política eleitoral que definiu como uma “guerra de acusações pessoais” sem que tenham sido apresentadas com clareza as propostas dos dois candidatos no segundo turno. “O jornalismo precisa ser praticado com muito profissionalismo e não pode temer os posicionamentos ideológicos”. E finalizou argumentando que o Grupo Bandeirantes tem compromisso com a investigação, com a organização das contas públicas e com os diferentes setores da economia. “Nos próximos quatro anos estará ao lado da sociedade na busca de soluções para os problemas dos brasileiros”.

Credibilidade      

          Em sua manifestação, a gerente-executiva de Jornalismo da RBSTV, Ellen Appel, relatou que a empresa começou a se preparar para a cobertura das eleições com um ano de antecedência, com foco total na prática de um jornalismo profissional com transparência, reforçando também o compromisso com a ética e a credibilidade. Destacou a importante contribuição do Conselho Editorial na qualidade da cobertura jornalística. E reforçou o compromisso da empresa com o Rio Grande do Sul. “Somos um grupo gaúcho, queremos o desenvolvimento do nosso estado e para isso apoiamos o RS e o cidadão gaúcho”, finalizou.      

Interlocução      

          Para a repórter e apresentadora do SBT/RS, Aline Schneider, o desafio diário dos profissionais do grupo é praticar um jornalismo popular em linguagem acessível de forma que a mensagem a ser transmitida em cada veiculação chegue com clareza à todas as pessoas. Além disso, aponta a isenção diante das informações outro aspecto fundamental a ser praticado permanentemente. “Nosso principal papel é fazer a interlocução entre o poder público e a população através de informações transmitidas com qualidade”, destacou.

Imprensa forte

          O diretor-executivo da Record Guaíba, Gustavo Paulus, disse que sem informação confiável não existe cidadania e que a imprensa será tão independente quanto suas contas permitirem, ao referir a necessidade de patrocinadores para viabilizar a cobertura dos altos custos de um canal de televisão. Acrescentou que as empresas que apoiam veículos sérios fortalecem o ambiente democrático e econômico onde elas próprias prosperam e que uma sociedade civil forte precisa de uma imprensa forte. E uma imprensa forte precisa de uma iniciativa privada consciente de sua responsabilidade.