O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, em carta de reconhecimento pela defesa de um ambiente seguro para investimentos no Estado, aos deputados Felipe Camozzato e Marcel van Hatten, enfatizou que o reerguimento do RS depois de uma sequência de cinco anos de fenômenos climáticos extremos, tem o enorme desafio de superar a litigância gaúcha.
Reiterou que precisamos de uma visão do todo, percebendo a floresta inteira, para que possamos enxergar o papel de cada peça numa engrenagem que precisa funcionar, mas lamentou o estabelecimento de uma cultura beligerante, que prejudica há décadas a imagem do ambiente de negócios gaúcho diante do mundo, afastando centenas de bilhões de dólares em investimentos sustentáveis.
Lembrou que pós-tragédias climáticas, se não conseguirmos reverter este estado de ânimo beligerante, nosso futuro será de uma decadência social, econômica e ambiental, ainda não vivenciada, trazendo a necessidade de reflexão sobre o papel de cada uma de nossas lideranças no público e privado.
Enalteceu a importância do Ministério Público e a clareza da liminar do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre a busca do equilíbrio na forma de atuação, como um precedente que fortalece a instituição no exercício ponderado e sensato de suas atribuições, à exemplo de tantas participações históricas que inspiraram orgulho nos gaúchos.
A manifestação do presidente sobre os desafios gaúchos, se deu no âmbito do debate sobre a liminar do CNMP e a recomendação do Ministério Público Federal (MPF) sobre o licenciamento ambiental do Projeto Natureza da CMPC em Barra do Ribeiro, como um exemplo da necessidade urgente de buscarmos a cooperação no lugar do conflito, em busca de convergências que conduzam a consensos rápidos pelo interesse público