O governador foi o primeiro palestrante do Tá na Mesa, edição 2026, onde falou sobre sua gestão e seu futuro político

O primeiro Tá na Mesa da FEDERASUL de 2026, realizado nesta quarta-feira (18), recebeu o governador Eduardo Leite para um balanço de sua gestão. No oitavo e último ano de seu segundo mandato como governador do Rio Grande do Sul, Leite apresentou suas ações com o tema “Meu Rio Grande tá diferente”. Para o governador, apresentar suas ações na FEDERASUL é compartilhar com a sociedade a consolidação das conquistas.

Leite garantiu que em seu governo o estado avançou em todas as áreas, evoluiu consistentemente a começar pela redução do comprometimento da receita. Disse que problemas estruturais crônicos foram enfrentados, especialmente nas finanças públicas. Citou como exemplo os salários dos servidores que nos últimos 57 meses estavam sendo pagos em parcelas e que há cinco anos, vem sendo pagos em dia, inclusive com a antecipação do 13º salário.
Em sua prestação de contas, o governador explicou que o enfrentamento dos desafios permitiu que o estado investisse mais de R$ 1 bilhão em saúde, quitasse a dívida com o Caixa Único e acabasse com os saques referentes aos depósitos judiciais, além da recomposição dos valores.
Com relação a carga tributária, destacou a redução do ICMS de 18 para 17%, além da extinção do DIFAL. Falou que a justiça tributária beneficia hoje mais de 1 milhão de famílias gaúchas. Sobre a privatização de estatais, destacou que as parcerias com o setor privado vêm permitindo a ampliação dos investimentos públicos em rodovias, portos, saúde, educação, infraestrutura escolar, segurança, sistema prisional, habitação, defesa civil, governo digital, desburocratização e inovação.
Mesmo com os avanços de sua gestão, Leite entende que o processo de reconstrução do Rio Grande do Sul ainda é longo por ter sido bastante fragilizado pelos efeitos climáticos como enchente e estiagem. “Muito ainda precisa ser feito. O estado precisa de obras robustas para dar sustentação ao processo de desenvolvimento”.
Na questão política, Leite disse que a definição de sua possível candidatura à presidência da república ou ao Senado está em discussão interna no PSD. Quanto sua renuncia para concorrer ele disse que já tomou a decisão, mas que não falaria ainda.
Agressões ideológicas

Em sua manifestação, o presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, cobrou do Governo Federal um olhar para o Rio Grande. Disse que o estado sofre as consequências do embate ideológico histórico que cria dificuldades para desenvolver seu potencial. “Até quando seremos vítimas de agressões ideológicas?”, questionou ao acrescentar que o Rio Grande está desconectado do resto do país pela falta de visão do governo federal na questão das ferrovias.
Para Rodrigo, o governo federal patrola o RS. “Se não gritarmos vamos mergulhar para o fundo do poço. Tá na hora de darmos um grito pelo desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Sul”.