Diretoria da entidade se reuniu, pela manhã, com deputados para analisar as duas concessões rodoviárias

Na última reunião de integração do ano, a FEDERASUL trouxe para a pauta as concessões dos blocos 1 e 2. Aproveitando a participação de sua diretoria e conselhos, além de vice-presidentes regionais, representando todo Estado, a entidade rejeitou, por unanimidade o bloco 1 e aprovou, também, por votação (apenas um voto contra) o bloco 2. Cinco deputados participaram da reunião, mostraram seus pontos de vista e ouviram os argumentos dos mais de 70 líderes empresariais presentes. Com a votação, a entidade fecha sua posição em relação ao tema e promete seguir em frente com suas decisões.

O valor da tarifa (R$ 0,21 por km) está no topo da decisão pela rejeição do bloco 1, seguido pelos possíveis riscos aos empreendedores e pelos locais de obras. Entre os contra, o de que o projeto gera impactos diferentes entre as regiões. Apesar do projeto atender aos pleitos da não inclusão de pedágio na ERS-118 e da construção da ERS-10 há a possibilidade de que as duas escolhas podem ampliar os custos para outras regiões como o Vale do Paranhana. Os empresários vão discutir agora, com o governo, a retirada da ERS-118 do bloco para realização da duplicação que teria um custo de R$ 130 milhões com valores oriundos do Tesouro.
Bloco 2

As regionais apoiaram o bloco 2 – sendo rejeitada apenas por um voto, de Valdir Farias de Mattos, que representa a região do Vale do Rio dos Sinos e Caí. Os argumentos são de que, apesar do valor tarifário não atingir aquele almejado, de R$ 0,14 por km (o dobro do que é pago hoje no Vale do Taquari, que está sob administração da EGR), a “modelagem do bloco 2 evoluiu muito”, afirmou o presidente da Federasul, Rodrigo Sousa Costa. Portanto, a aposta é de que, em um ambiente seguro economicamente, seja possível reduzir o valor da tarifa durante o leilão.