O RS ganha posição no ranking da competitividade entre os Estados

Passou do nono lugar para o quarto. Santa Catarina lidera os indicadores depois de superar São Paulo líder por 14 anos.

         O Rio Grande do Sul subiu da nona para a quarta posição no ranking de Competitividade dos Estados brasileiros. A ferramenta é lançada anualmente pelo Centro de Liderança Pública, em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e analisa a capacidade competitiva dos 26 estados e o Distrito Federal. São 100 indicadores divididos em 10 pilares que servem para balizar os gestores públicos de cada estado para alcançar a excelência na gestão.

          O resultado da 15ª edição do ranking, que teve início em 2011 foi apresentado no Tá na Mesa da FEDERASUL desta quarta-feira, (09) pela gerente de Relações Governamentais e Competitividade do Centro de Liderança Pública (CLD), Carla Marinho, e contou com a participação do governador Eduardo Leite.

          Entre os anos de 2016 e 2026 o estado apresentou melhora em sete pilares do ranking: eficiência da máquina pública, inovação, segurança pública, sustentabilidade social, sustentabilidade ambiental, capital humano e infraestrutura. O estudo também analisa questões da educação, solidez fiscal e potencial de mercado.

Referência

         Em 2026 o Rio Grande do Sul assumiu o primeiro lugar em inovação e eficiência da máquina pública e também é referência em sustentabilidade social, com o 1º lugar em famílias abaixo da linha da pobreza e 1º em mortalidade na infância. Carla Marinho relatou que neste ano, pela primeira vez, o estado de Santa Catarina assumiu a liderança nacional do ranking, superando São Paulo que ocupava o 1º lugar desde o início da série histórica. São Paulo cai para o 2º lugar, mas segue líder nos pilares de Infraestrutura, educação e sustentabilidade ambiental.

         O governador Eduardo Leite destacou que para continuar avançando no ranking, o Rio Grande do Sul precisa manter o equilíbrio fiscal permanente e enfrentamento dos passivos históricos. Seguir com o crescimento econômico e desenvolvimento social, atrair e reter pessoas e negócios, além de ter resiliência climática.

         Acrescentou que a dívida com a União ainda é um peso para as contas do RS e que a vulnerabilidade econômica do RS reside ainda na grande incidência de estiagens e secas, que só são maiores estados da Região Nordeste do Brasil. “O noroeste do RS é uma das regiões brasileiras com maior variabilidade na produção em razão da recorrência de estiagens”, explicou.

Economia gaúcha

         Atribuiu ainda as fragilidades do estado à volatilidade econômica por conta das quebras de safras. “Desde 2003, já foram sete grandes estiagens (2004, 2005, 2012, 2020, 2022, 2023 e 2025) – quatro apenas nos últimos seis anos”, afirmou ao acrescentou que “a economia gaúcha tem crescido pouco, mas desempenhamos bem em produtividade”.

          Outro ponto apontado pelo governador foi a necessidade de avanços na infraestrutura rodoviária. “o RS tem o pior estado geral das rodovias, com o menor percentual de rodovias ótimas e boas (27%) e o maior percentual de ruins e péssimas (26,3%)”, concluiu.

Qualidade

          O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa, destacou em sua manifestação a importância de conhecer os dados do ranking para qualificar o desempenho do estado e ampliar a capacidade de se reerguer.  “Os indicadores demonstram a qualidade do ambiente de negócios e as possibilidades de atrair novos investimentos”.

CLP – Centro de Liderança Pública é uma organização suprapartidária que busca engajar a sociedade e desenvolver líderes públicos para enfrentar os problemas mais urgentes do Brasil. Há 15 anos, trabalha por um Estado Democrático de Direito de fato, que seja mais eficiente no uso de seus recursos e com respeito à coisa pública. Desde 2008, a organização já ultrapassou a marca de 1.000 cidades impactadas por projetos ou cursos; e tem mais de 300 pessoas na rede de líderes, que já alcançou 24 estados, diferentes partidos políticos e setores da administração pública. Seu trabalho já conquistou mudanças importantes para o desenvolvimento do país, como o fim da cláusula de barreira no sistema eleitoral e a aprovação da reforma da previdência.