A feira, que terá nesta edição 610 marcas, vai ampliar sua estrutura física em 63% na área de exposição. O setor vive grandes desafios como o endividamento das famílias.
A 43ª Convenção Gaúcha de Supermercados, a EXPOAGAS 2026, que ocorrerá de 18 a 20 de agosto de 2026, no Centro de Eventos da FIERGS, em Porto Alegre foi apresentada no Tá na Mesa desta quarta-feira (12) que teve como tema “Tudo passa pela EXPOAGAS 2026”.
O evento, promovido pela Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS) tem expectativa de movimentar neste ano mais de R$ 800 milhões em negócios. São mais de 610 marcas já confirmadas que estarão presentes em uma estrutura que neste ano terá uma expansão física de 63% na área de exposição. Foram palestrantes do evento, o presidente da AGAS, Lindonor Peruzzo Junior e o presidente da Girando Sol Gilmar Borschein.
Peruzzo disse que a EXPOAGAS é uma feira de negócios que nessa edição promoverá debates capazes de produzir pertencimento e fortalecimento do setor que tem um faturamento superior a R$ 75 bilhões por ano no estado e representa 9% do PIB nacional. “Desde que assumimos a gestão da AGAS no ano passado, praticamente dobramos o número de associados no RS, chegando a 403”.
Endividamento

Ao citar que o setor enfrenta alguns desafios como a concorrência com os atacarejos e farmácias que vendem produtos de supermercado sem a devida fiscalização, o dirigente apontou preocupações com o alto índice de endividamento das famílias, o uso das canetas emagrecedoras (medicamentos injetáveis para regular o apetite fazendo com que as pessoas diminuam suas compras), além do bolsa família que faz com que as pessoas deixem os empregos, provocando falta de mão de obra para atender as demandas do setor. Outros fatores apontados pelo empresário são o e-commerce que também afeta o volume de vendas das lojas físicas e as bets, que impacta no consumo de itens básicos.
Incertezas

Gilmar Borschein contou a trajetória de sua empresa desde a criação em 1991 até agora, passados 35 anos, quando atingiu seu primeiro bilhão de reais em faturamento em 2025. Relatou a transformação ocorrida após a pandemia quando os produtos de limpeza passaram a fazer parte das questões de saúde das famílias e lamentou profundamente o endividamento do consumidor brasileiro provocado por uma política econômica de juros altos. “As incertezas e a insegurança de nossa economia impedem os empresários de fazer planejamento de longo prazo, especialmente em ano eleitoral, que não se sabe o que vai acontecer”, declarou.
Insegurança

O presidente da FEDERASUL Rodrigo Sousa Costa disse que a EXPOAGAS certamente vai trazer um pouco de esperança para o resgate da prosperidade social e econômica das famílias que hoje sofrem com altos índices de endividamento e juros abusivos. Lamentou a insegurança em que vivem empreendedores que são tratados como bandidos pelo governo federal.
Homenagem

No início do evento, a FEDERASUL prestou homenagem aos 125 anos de fundação da CIC Caxias do Sul (Câmara de Indústria, Comércio e Serviços). O presidente Rodrigo Sousa Costa entregou ao presidente da entidade Ubiratã Rezler, placa alusiva à data.


O cenário da infraestrutura com obras e recursos
Pauta da reunião de integração da FEDERASUL
Infraestrutura foi uma das pautas da reunião de integração da FEDERASUL, nesta quarta (12). O encontro, que reuniu lideranças do Estado, e os vice-presidentes regionais, trouxe como convidado o jornalista da RBS, Jocimar Farina, que falou sobre a infraestrutura, começando pelas ferrovias e seguindo pelas obras nas estradas gaúchas.
O jornalista traçou um cenário do que acontece com os recursos, iniciando pela projeção do orçamento enviada pelo governo ao Congresso (citando, por setores, os recursos), segue pela votação e ajuste dos valores, continua na execução com a liberação paulatina dos recursos, passa pelo contingenciamento quando se segura os investimentos e chega na janela de oportunidades com as suplementações, momento em que os recursos são realocados de obras com baixo desempenho para obras com maior capacidade de execução.

Pressionada pela opinião pública e pela imprensa, algumas obras como a da BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo permanecem. Disse também que as concessões são realidade para qualquer governo que sabe da fala de recursos e disse que sem projeto não existem obras.
Lembrou que uma solução para amarrar bem os contratos de concessão seria um gatilho que pudesse incrementar os valores quando o VDM crescer. Lembrou ainda que o trecho de 40 km do lote 3 e 4 da BR-290 também terá recursos.