Pré-candidatos ao Senado falam sobre suas propostas

Neste pleito, duas vagas serão preenchidas. Oito postulantes participaram do painel com cinco blocos, Tá na Mesa Eleições nesta quarta (22)

         Eles falaram sobre os caminhos do Brasil, convidados pela FEDERASUL nesta quarta-feira, 22, em mais um Tá na Mesa eleições. Nestas eleições, o estado vai eleger dois senadores. Oito candidatos participaram do evento: Manuela d’Ávila (PSOL), Marcel van Hattem (NOVO), Germano Rigotto (MDB), Paulo Pimenta (PT), Ubiratan Sanderson (PL), Frederico Antunes (PSD), Renato Jaguarão (Cidadania) e Milton Cardoso (PSDB).

         O jornalista Guilherme Kolling, diretor de redação do Jornal do Comércio, mediou o debate que foi dividido em cinco blocos: apresentações iniciais, perguntas formuladas pela FEDERASUL sobre temas diversos que foram respondidas por sorteio abordando temas como indicação de ministros, redução da jornada de trabalho, Fundo Constitucional do Sul, reforma tributária, juros e ambiente competitivo, competitividade, segurança pública, combate ao crime organizado, bets, empréstimo consignado e inadimplência das famílias. No terceiro bloco uma pergunta sobre segurança jurídica, equilíbrio entre os poderes e STF foi respondida por todos. No quarto bloco, alguns candidatos por sorteio apresentaram suas opiniões sobre questões como energia, meio ambiente e transição energética, faixa de fronteira e ferrovias e BR 290. E, no encerramento, todos os candidatos apresentaram suas considerações finais.

         O presidente da FEDERASUL, Rodrigo Sousa Costa destacou o alto nível do debate que abordou temos importantes para a recuperação do estado. Lembrou que são grandes os desafios e que dependem da articulação política e da capacidade dos senadores. Convidou os pré-candidatos a participarem da audiência pública que vai ocorrer na próxima quarta-feira(29) e vai debater o novo modelo proposto pelo governo federal de concessão da ferrovia. Disse estar preocupado com a proposta já que ela prevê iniciar a ferrovia em 2027 transportando 2, 3 milhões de toneladas, que é menos do que foi transportado em 2025. E termina a concessão ferroviária em 2057 transportando menos do que era realizado em 2011.

Veja, a seguir algumas considerações dos pré-candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul:

         Ubiratan Sanderson: defendeu o combate ao crime organizado e destacou que as famílias brasileiras não querem saber das bets. Disse que o Brasil vai acabar se os atuais ocupantes do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal não forem para a cadeia. Caso eleito, disse que sua primeira ação será protocolar o pedido de impeachment de três ministros do STF. Disse que os atuais governos federal e estadual ficam apenas em promessas, mas não enfrentam os reais problemas.

         Germano Rigoto: Distante da política desde 2018, disse que sofreu pressão muito forte para voltar a vida pública. Lamentou que o RS esteja enfraquecido diante do Congresso Nacional, que perdeu espaço no judiciário e disse acreditar que com sua experiência poderá auxiliar o estado a recuperar espaços importantes. Defendeu o Fundo Constitucional para o Sul e apontou a segurança pública como uma das prioridades de seu mandato, já que hoje as facções substituem o papel do estado. Defendeu a integração entre os órgãos de segurança e investimentos em equipamentos de trabalho. Disse que o crime organizado está por trás das bets. Defendeu limite de prazos para permanência de ministros no STF.  Defendeu a renegociação da dívida do RS por entender que o estado não tem como retomar o pagamento em 2027.

         Marcel van Hattem: contrário a jornada 6×1 por entender que vai aumentar a informalidade. Defendeu a flexibilidade entre trabalhadores e empresários nas decisões sobre a quantidade de horas a ser trabalhada. Defendeu alterações na legislação que indica ministros ao Supremo e disse que Alexandre de Moraes precisa ser condenado pelos crimes que cometeu. Lamentou a proliferação de bets, que chamou de epidemia de apostas on-line. Disse que a recuperação e o desenvolvimento do estado passam pelo resgate da infraestrutura. “Precisamos fazer andar todos os modais, em especial ferrovias e hidrovias”. 

         Renato Jaguarão: apoia a criação do Fundo Constitucional para o Sul, defendeu a revisão do pacto federativo, destacando que os estados do sul sustentam os demais estados. Defendeu a criação da Zona Franca do Pampa. Lamentou ações adotadas pelo governo federal como fechar as APAEs e deixar paradas mais de 11.500 obras no país. Defendeu uma ampla reforma administrativa no país com importante redução de cargos que incham a máquina pública sem resultados relevantes para a população. Disse que atualmente o Senado vive de costas para os municípios e promete ser a voz dos gaúchos em Brasília.

         Manuela d’Ávila: ao defender uma política voltada para o diálogo, disse acreditar que o RS pode voltar a ser protagonista e participar dos grandes debates nacionais.  Disse que lutará pela redução dos juros a fim de recuperar a economia nacional. Defendeu reindustrialização do estado e prometeu lutar contra o que impede o desenvolvimento do país e do estado.  Defendeu ações voltadas para a proteção da população que hoje é refém dos golpes digitais. Disse que a dependência de telas é hoje uma grave questão de saúde social e que o estado precisa lutar contra o ódio nas redes. 

         Paulo Pimenta: disse que para ser senador é preciso conhecer o RS e Brasília, para saber os caminhos onde buscar soluções para os problemas do estado. Defendeu a união de todos em torno de projetos de interesse do RS.  Acredita que a reforma tributária trouxe avanços importantes e se diz disposto a lutar contra qualquer mecanismo de aumento da carga tributária. Lamentou o endividamento dos brasileiros, ao que atribui às altas taxas de juros. Defendeu importantes investimentos em infraestrutura e garantiu que as ferrovias estão em suas prioridades.  

         Frederico Antunes: afirmou que vai defender a reforma administrativa para acabar com privilégios. Entre suas propostas estão a luta pelo equilíbrio fiscal e a proteção ao empreendedorismo. Disse que RS vive tamanha insegurança jurídica que pode afastar importantes conquistas. Lamentou que um membro de um órgão público, como um promotor do MPF no caso do projeto da CMPC, possa causar tantos transtornos para o estado.  Defendeu ações que fortaleçam a capacidade de produção no estado. 

         Milton Cardoso: argumentou que o governo Lula fez os brasileiros perderem a dignidade. Disse que está concorrendo ao cargo de senador para chamar a atenção da população sobre os desmandos do governo Lula. “Precisamos tirar a esquerda do poder”, argumentou ao acrescentar que o Senado Federal está acovardado e deve resgatar seu papel no cenário nacional . Se eleito, disse que lutará para colocar o ministro Alexandre de Moraes na cadeia.