O pré-candidato pela Democracia Cristã à presidência disse que o País está bloqueado pelo STF e Ministério Público que mandam na nação

“O Brasil vive um processo de interdição institucional do seu potencial de desenvolvimento. O país está bloqueado economicamente e proibido de crescer pelas corporações que pressionam o setor produtivo. Atualmente o Supremo Tribunal Federal e o Ministério Público mandam no Brasil já que tudo é judicializado”. As declarações foram feitas pelo pré-candidato à presidência da República pelo partido Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, em sua palestra no Tá na Mesa da FEDERASUL desta quarta-feira, 15.
Ao fazer profundas críticas sobre as orientações de governo do PT, argumentando que o país está quebrado por sofrer um apagão administrativo, Aldo Rebelo defendeu a retomada do crescimento com foco em três importantes riquezas do país: o agronegócio, as fontes de energia e o acervo mineral. Aldo Rebelo recorreu à Justiça para suspender os efeitos de sua desfiliação e retirada de sua pré-candidatura presidencial. A decisão do partido foi tomada para apoiar o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa.
Em sua palestra, Aldo Rebelo disse que o Brasil está desorientado e abandonado e lamentou que apesar da proximidade das eleições, ninguém quer discutir um projeto de retomada do desenvolvimento para o país. “As eleições serão disputadas na lama, com escândalos dos dois lados. Embora detenha a liderança de seu grupo político, Lula terá que dar muitas explicações. Já Flávio Bolsonaro tem inimigos dentro do próprio grupo”, analisou.
O pré-candidato defendeu a criação de uma autoridade única para o licenciamento com prazo de 24 meses, que analise ao mesmo tempo os impactos sociais, econômico e ambiental dos projetos. “Hoje não se sabe se a licença sairá em 5 ou 50 anos, comprometendo o desenvolvimento de estados e a renda das pessoas”, argumentou.
Aldo Rebelo defendeu a abertura do país para investidores e disse que o próximo presidente da república precisará enfrentar as corporações ou se tornará uma figura meramente ornamental. “O Brasil precisa voltar a crescer, precisa de soluções. O país não vai quebrar em 2027. Já está quebrado”.

Ao receber o convidado, o presidente da FEDERASUL Rodrigo Sousa Costa destacou a importância de conhecer os projetos dos pré-candidatos à presidência da república. Disse que o RS passa por momentos preocupantes diante das dificuldades de se reerguer após eventos climáticos extremos. Somado a isso corre riscos de perder empreendimentos já que muitos dirigentes estão analisando a possibilidade de se transferir para outros estados ou até mesmo para o Paraguai.
Trajetória
Com uma trajetória política que atravessa diferentes momentos da história recente do país, Rebelo iniciou sua carreira no Partido Comunista do Brasil (PCdoB), legenda pela qual exerceu cinco mandatos como deputado federal por São Paulo. Ao longo da vida pública, ocupou cargos estratégicos nos governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, incluindo os ministérios da Coordenação Política, dos Esportes, da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Defesa.
Entre 2005 e 2007, presidiu a Câmara dos Deputados em um dos períodos mais turbulentos da política nacional, marcado pela crise do mensalão. Posteriormente, esteve à frente do Ministério dos Esportes durante os preparativos institucionais para a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.


