Na manhã de sábado, entre os quatro cases de entidades filiadas apresentados, a presidente do Conselho da Mulher Empreendedora da FEDERASUL.Simone Leite, falou sobre Liderança – Voz e Influência: a força dos núcleos de mulheres.

Simone traçou uma linha do tempo sobre as mulheres e suas conquistas e começou sua fala dizendo que o poder é masculino no Brasil. Lembrou que essa constatação não nasceu de uma disputa entre homens e mulheres, mas da observação de uma realidade: todos os espaços de decisão são ocupados por homens.
Explicou que isso acontece por causa da educação quando as mulheres, por muito tempo, foram educadas diferente dos homens que foram incentivos a liderar. “Nós, ara servir, cuidar, sustentar a base da família”.
Com a evolução feminina, através dos estudos, do trabalho, da cheia de famílias e do sustento das casa, o poder formal não acompanhou a transformação na mesma velocidade.
O poder contina masculino, continuou Simone porque muitas estruturas foram desenhadas pelos homens para os homens. A lógica ainda é masculina:
– Há também um julgamento desigual. Quando um homem deseja crescer, é visto como determinado. Quando uma mulher deseja liderar, pode ser chamada de dura, difícil ou ambiciosa demais. A mesma firmeza que fortalece a imagem masculina, muitas vezes pesa contra a mulher.
Lembrou também a sobrecarga, a dupla jornada. E concluiu dizendo que “o Brasil perde quando afasta mulheres do poder. Perde talento, sensibilidade, competência, visão prática e capacidade de transformação. A presença feminina nas decisões não é uma pauta apenas das mulheres; é uma necessidade da democracia, da economia e do desenvolvimento”.
E para finalizar enfatizou que “mais do que substituir uma liderança pela outra, o que se defende é uma visão compartilhada entre homens e mulheres. Cada um, com suas características, experiências e formas de perceber o mundo, contribui para decisões mais equilibradas, humanas e completas. A sociedade não avança quando um gênero domina o outro, mas quando ambos constroem juntos, com respeito, complementaridade e responsabilidade”, concluiu.
O poder ainda é masculino porque a cultura e as estruturas favoreceram os homens por muito tempo. Mas essa realidade não é destino. É construção. E tudo que foi construído pode ser transformado.
As mulheres já provaram sua força. Agora, precisam ser chanceladas como protagonistas da história, mudando seu curso e conquistando o reconhecimento para colocar um ponto final nas desigualdades. O mundo fica melhor quando todos tem o mesmo valor….
No Brasil o PODER é MASCULINO
No Brasil, o poder ainda tem rosto, voz e comportamento predominantemente masculinos. Essa constatação não nasce de uma disputa entre homens e mulheres, mas da observação de uma realidade: os espaços onde se decidem os rumos do país, das empresas, das entidades, da política e das instituições seguem ocupados, em sua maioria, por homens.
Mas por quê?
A resposta, que começa na história, precisa ser ressignificada. Era assim: durante muito tempo, as mulheres foram educadas para cuidar, servir, silenciar e sustentar a base da família, enquanto os homens foram estimulados a liderar, decidir, ocupar espaços e exercer autoridade. A menina cresceu ouvindo que precisava ser comportada; o menino, que precisava ser corajoso. A mulher aprendeu a pedir licença; o homem, a tomar espaço.
Mesmo quando as mulheres passaram a estudar mais, trabalhar, empreender, chefiar famílias e sustentar economicamente suas casas, o poder formal não acompanhou essa transformação na mesma velocidade. Hoje, elas são decisivas na economia, na educação, no cuidado, na gestão da vida cotidiana e na reconstrução das famílias. Ainda assim, quando olhamos para os cargos de comando, seguem sub-representadas.